domingo, 11 de setembro de 2016

Review - Kamen Rider Kabuto, O Rider veloz contra a ameaça Worm


Fala aí, pessoal? Tudo bem? Eu sou Caião Relíquia. Sou músico, produtor musical e admirador de tokusatsu desde os tempos da Rede Manchete, assim como muitos de vocês!
Hoje estou iniciando meus reviews mensais sobre Tokusatsu, e, desde já, conto com o apoio e participação de vocês nessa nova empreitada, e claro, que possamos ter debates saudáveis sobre nossas séries favoritas! Então, bora começar!

KAMEN RIDER KABUTO: Obra de arte ou Rider Superestimado?
Por: Caião Relíquia

Kamen Rider Kabuto (2006) é uma das séries da era Heisei com grande popularidade entre os fãs brasileiros. Seja pelo seu visual atraente, pelo ‘clock up’, ou pela temática da série, a história de Souji Tendou (ou Kusakabe) é quase uma unanimidade! Mas e aí? Vale os 49 episódios?

História: Em 1999 um meteoro cai em Tóquio e uma grande parte da cidade é devastada. 7 anos após o incidente, torna-se cada vez mais comum o surgimento de monstros que atacam as pessoas e assumem sua aparência (e suas memórias), os Worms. A organização ZECT, que já fazia um controle da situação dos Worms desde o incidente, desenvolve uma nova frente de combate à ameaça: O Masked Rider System.
Arata Kagami tem a missão de entregar o Kabuto Zecter (instrumento que permite o usuário do Masked Rider System transforma-se e lutar de igual com os worms) a um a gente da ZECT, que seria o responsável por sua utilização. Antes mesmo que pudesse cumprir sua missão, Arata é atacado por um grupo de Worms, e, por conta própria, tenta utilizar o Kabuto Zecter, porém, o dispositivo vai até as mãos de Souji Tendou, a quem  Arata já havia conhecido momentos antes, numa tentativa de assalto. O desenrolar da série se dá a partir do momento em que Souji passa a frequentar o restaurante La Salle, onde Arata e Hiyori trabalham. Muito dos conflitos e motivações da série se dão a partir da conexão entre esses 3 personagens.

Personagens – Trio Principal:

Tendou Souji/Kusakabe (Kamen Rider Kabuto): O protagonista da série. É o típico protagonista ‘overpower’ que tanto faz sucesso no Japão. É arrogante, compenetrado e competitivo em todos os aspectos e com quase todos os personagens, exceto com Jyuka, sua irmã e com Hiyori,a quem trata com mais afeição. É o escolhido do ‘Kabuto Zecter’.

Arata Kagami (Kamen Rider Gattack): Aprendiz da ZECT e funcionário meio período do restaurante La Salle, colega de trabalho de Hiyori. Impulsivo e desastrado. Sente-se responsável pela morte do irmão, e por isso tem como objetivo destruir todos os Worms. Também possui desentendimentos com seu pai, Riku Kagami. Escolhido do ‘Gattack Zecter’.

Hiyori Kusakabe: Colega de trabalho de Arata no restaurante LaSalle, introvertida e pouco comunicativa, passa a ter uma conexão com Souji. Passa também a ser o pivô de muitos dos conflitos entre Arata e Souji.

Completam o grupo uma grande quantidade de personagens entre aliados, anti-heróis e vilões, com a finalidade de dinamizar e descentralizar a trama. São alguns deles: Sou Yaguruma (Kamen Rider TheBee/KickHopper), Shun Kageyama (Kamen Rider TheBee/PunchHopper), Kamishiro Tsurugi (Kamen Rider Sasword), Mamiya Reina, Reiji Noji (Cassis Worm), Jiya, entre MUITOS outros.

Núcleos: A série tem uma um número considerável de núcleos, onde praticamente todos interagem entre si. Existe o núcleo dos aliados, que se centraliza, principalmente no restaurante La Salle; a ZECT que se divide na base móvel onde se centralizam Shuichi Tadokoro, Yuzuki Misaki e Arata Kagami; somado a sede da organização, onde aparecem majoritariamente Riku Kagami e Masato Mishima. A mansão Discabill é um núcleo próprio do personagem Kamishiro Tsurugi, onde ele vive todos os seus conflitos internos. Em certo momento a casa de Souji também começa a aparecer menos do que o restaurante La Salle.

ZECT: É a organização responsável por fazer o controle e o combate aos Worms. É comandada secretamente por Riku Kagami, pai de Arata e também Superintendente da polícia metropolitana, de onde o mesmo desvia a base de dados que compõem a ZECT. Não fica claro se a ZECT é uma organização do governo ou somente bancada de forma fraudulenta com verba pública e informações sigilosas da policia. Tambem fazem parte da ZECT: Yuzuki Misaki e Shuichi Tadokoro, ambos superiores de Arata Kagami... Misato Mishima, Sou Yaguruma, Shun Kagaeyama e Renge Takatori fecham o grupo de personagens mais mostrados da organização. Ao decorrer da série é revelado um conflito entre comando e comandados  da ZECT e muitas dúvidas sobre a idoneidade da organização.
A ZECT também é a desenvolvedora do Masked Rider System (e os Zecters, que são objetos em forma de insetos que conferem as transformações aos seus usuários) num programa iniciado 35 anos antes da história, porém, essa informação fica subentendida, pois, é levantada essa hipótese mas não é levada adiante.

Worms: São monstros que tem a habilidade de assumir a aparência e a memória dos seres humanos. Acredita-se que os Worms chegaram na terra no metoro que caiu em Tóquio em 1999. Os Worms são referencias a insetos, possuem um modo mais frágil de combate, que é a sua primeira forma. Posteriormente, eles quebram a carapaça e podem mover-se numa velocidade sobre-humana. O Masked Rider System é inspirado no sistema biológico dos Worms. A Rider Form é baseada na primeira forma dos monstros. A Rider Form permite o usuário utilizar uma versão reduzida do traje e utilizar a função Clock Up, na qual se equiparam a mesma velocidade dos inimigos. A Rider Form é acionada pelo comando “Cast Off”, ou seja, quebrar a carapaça.
Os worms vão ficando mais fortes e racionais conforme vão evoluindo, até chegarmos no Cassis Worm/Reiji Noji.
Curiosidade: Existem Worms que se utilizam da aparência de algum humano por tanto tempo, que chegam a esquecer que são Worms, e isso é mostrado em algumas ocasiões na série.

Atuações: Temos que ser bem honestos nesse ponto. Por mais que gostemos desse tipo de formato, 90% dos atores são extremamente limitados, quando não são grandes canastrões.
Hiro Mizushima (Souji) é o grande canastrão da série, e apesar de não ter visto mais nada com ele depois de Kabuto, não imagino ele interpretando nada além de reprises do seu papel na série. Porém poucas coisas nessa série conseguem ser tão mal executadas quanto a Hiyori da Satonaka Yui, que consegue transformar o drama de sua personagem numa coisa totalmente insuportável. Fora a atuação extremamente quadrada.
Ainda na mira dos atores que estragam seus papéis, temos Yoshiyuki Yamaguchi dando vida a um Shuichi Tadokoro chato, Masato Uchiyama e o seu sofrível Shun Kageyama, Natsumi Okumura e a sua dispensável Jyuka Tendou e Hitomi Miwa que nem se esforça pra dar um ar mais soturno para sua Rena Mamiya. Kazuki Kato (Daisuke Kazama/Drake) mesmo com suas expressões faciais dignas de Nicolas Cage, ainda consegue entregar algo melhor que os que citei acima. Hirotato Honda (Riku Kagami), Yusuke Yamamoto (Kamishiro Tsurugi) e Yasukiyo Umeno (Jiiya) dentro de suas limitações conseguem me fazer simpatizar mais com suas atuações, pelo menos para o personagem que interpretaram.
Os destaques ficam para Tak Sakaguchi (Reiji Noji / Cassis Worm), que já é um bom ator, imprimiu muito bem o ‘terror’ que seu personagem colocou nos heróis. Destaco também o Yuuki Sato (Arata Kagami/Gattack), que apesar do tom exagerado, se sai muito bem pra média de atuações de tokusatsu!

Vale a pena ou não vale? Kamen Rider Kabuto é uma das franquias mais lembradas entre os fãs ocidentais e não é por menos. O visual dos Riders é impecável, o poder deles atrelado a velocidade e o fato das Rider Systems serem criados como uma releitura dos Worms faz a gente esquecer um pouco dos furos no roteiro e de personagens que não precisavam estar ali. As sequências de ação são muito legais e os combates, pra mim, estão entre os mais bonitos entre as séries de Kamen Rider que já assisti. Infelizmente os efeitos já são ruins pra época e acabam tirando o brilho de algo visualmente tão bonito. Por outro lado, os muitos pontos inconclusivos da história e as atuações medianas (pra ruins) testam um pouco a paciência do espectador. Vale a pena se você assistir sem se prender aos detalhes.
Descontado tudo isso, é sim um bom divertimento.

Nota: 6 de 10 (Baseada no MEU CONCEITO, que não reflete a opinião do Blog)
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3 comentários:

  1. Ótimo review Caião show de bola seja bem vindo ao blog

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  2. discordo da parte da atuação. Tokusatsu, assim como tudo em cinema, tv, etc. tem atuações boas, ruins, medianas...você tem razão com muitos que você citou ali, mas falar do Hiro Mizushima é injustiça. o cara manda bem. só que ele parece ser bem mais a vontade num certo tipo de papel. recomendo ver as atuações dele nos live action de beck, lovely complex e kuroshitsuji, onde ele mostra mais do que é capaz de fazer.

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